quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Caso Eloá: uma tragédia previsível

Segunda-feira 13 de outubro de 2008, o que parecia um dia como outro qualquer, entra para a história das tragédias brasileiras. Em um apartamento na periferia de Santo André, SP, quatro jovens são mantidos reféns. O seqüestrador, Lindemberg Alves, está transtornado, tomado pelo ciúme decidi vingar o fim do namoro, seqüestrando a ex-namorada e proprietária da casa onde os colegas estavam reunidos, Eloá Cristina Pimental de apenas 15 anos.
Começa ai uma das histórias mais tristes e polêmicas já divulgadas pela mídia. O descontrole de Lindemberg e o despreparo da PM arrastam o caso por 100 horas que só se encerra na sexta-feira com a invasão da Polícia Militar.
A mídia informou a todos sobre cada detalhe do caso, opinou, criticou e defendeu os envolvidos. De certa forma, criou concepções e formou opiniões entre a população.
Penso eu, que a mídia atrapalhou o andamento das negociações, pois informava a todo tempo quais eram as ações que a Policia iria tomar e qual era a própria repercussão do caso no restante do país, gerando muita pressão e diversas polêmicas.
Ao fim, o seqüestrador saiu ileso, enquanto as duas jovens foram feridas, uma delas vindo a falecer no hospital.
Muitas foram às chances de matar o seqüestrador, embora a Polícia preferiu não realizar tal ação. Está claro que houve um despreparo da PM, mas sabe-se também que caso a Polícia tivesse em determinada oportunidade morto o seqüestrador, muitas vozes ecoariam do além para criticar a atitude militar, justificando que existiriam outros meios para solucionar o seqüestro.
Diante disso, penso o seguinte, é necessário que aja uma mudança generalizada, onde a própria população faça parte, afinal nestes casos nos tornamos espectadores de uma mídia manipuladora, no aguardo de uma situação a qual sabemos o fim.
Acredito que não podemos e nem devemos criticar friamente a atitude do seqüestrador, da Polícia, das jovens, da mídia ou da população. Afinal, cada qual tem sua parcela de culpa, a invasão que foi tardia e improvisada, o ciúme que já doentio, e nós como alimentadores dessa mídia.
Espero sinceramente, que tal caso sirva de lição para muitas pessoas e que nos próximos registros tudo não seja tristemente previsível.

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